Portal 135

Processo de privatização da BR 135 gera insatisfação

21/06/2018

O processo de privatização de trecho da BR 135, entre o trevo de Curvelo e Montes Claros foi criticado pelo deputado Carlos Pimenta durante o uso da tribuna da Assembleia Legislativa de Minas, esta semana. De acordo com o parlamentar, “todos fomos surpreendidos com a notícia. Não tivemos sequer a oportunidade de realizar um debate, uma audiência pública para que a população se inteirasse do assunto. Daí, a minha insatisfação”, argumenta.

            O contrato de concessão para a privatização foi assinado na terça-feira, dia 19/06 com a ECO 135 e prevê duplicação da rodovia entre o entrocamento da BR-040 e Corinto, instalação de postos de pedágio, com tarifas de R$ 6,16. Carlos Pimenta lembra que, uma viagem entre Belo Horizonte e Montes Claros poderá custar em torno de R$ 40, numa estrada que foi reformada com  dinheiro público.

            O parlamentar reclamou do processo de licitação, que teria sido feito sem qualquer consulta à sociedade. Se mostra favorável à parceria com a iniciativa privada, mas defende tarifas compatíveis com o perfil socioeconômico da população da região.

            Carlos Pimenta pretende buscar informações sobre o processo e ameaça recorrer à justiça para impedir que a ECO 135 inicie o processo de privatização por meio da construção de postos de pedágios. O parlamentar reconhece que a privatização é uma realidade hoje. “ninguém pode negar isso, isso uma vez que o governo está completamente impotente em manter as nossas rodovias. Só gostaríamos que essas privatizações acontecessem às claras, com discussão e respeito ao povo”.

            O parlamentar do PDT vai além e lembra: “Esse é o Brasil em que estamos vivendo. Um País sem a transparência necessária. Um Brasil que não se comunica, que não conversa com o povo. Um Brasil que seus governantes olham o povo de cima e não tem sequer a dignidade, a responsabilidade e o cuidado de ir a Buenópolis, a Bocaiuva, a Montes Claros e em várias outras cidades e falar. Vamos privatizar, mas queremos ouvir a opinião do povo”, finaliza.