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Presidente da ALMG recebe reitores de universidades mineiras

09/04/2019

Representantes reivindicaram retomada do investimento em pesquisa

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Agostinho Patrus (PV), recebeu reitores de universidades mineiras e outros representantes de instituições ligadas à pesquisa no Estado para um debate sobre o corte em bolsas e projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Agostinho Patrus pontuou que a crise no Estado não pode afetar o acesso à educação. “Quando dificultamos a formação, a especialização e o conhecimento, causamos um trauma que não é só no dia-a-dia, mas que se prolonga na história”.

O presidente também destacou que as portas da Assembleia estão sempre abertas. “Aqui é o lugar de travarmos essas discussões e de buscarmos soluções para os problemas e as dificuldades que Minas tem enfrentado”. E ressaltou as competências constitucionais do Legislativo. “É este o nosso dever constitucional: de ouvir, discutir e melhorar os projetos, bem como de fiscalizar o Executivo. É desta forma que conseguimos solucionar os problemas: estando juntos, discutindo e pensando sempre na mesma direção da pesquisa, do desenvolvimento e do estudo em Minas Gerais”.

Patrus ainda frisou que o bem-estar do povo mineiro deve estar acima das diferenças entre os parlamentares. “Claro que o objetivo de todos nós aqui é o bem dos mineiros, independente da questão ideológica, da região do Estado que viemos, das dificuldades locais de cada um”. E completou que os reitores podem contar com a Assembleia de Minas. “Contem com esta Casa e com este presidente para que possamos resolver essa questão. Eu, como filho de professora, não posso me furtar a essa discussão, da qual quero ser parte, também, da solução”.

Os convidados ressaltaram a importância da pesquisa para o Estado. A reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart Almeida, afirmou que cada real investido em pesquisa na UFMG se reverte em R$ 30 para Minas Gerais. Ela informou ainda que a universidade vai perder R$ 15 milhões somente neste ano com os cortes realizados. Segundo ela, os recursos da Fapemig são responsáveis por 30% a 40% do investimento em pesquisa na UFMG.

O reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Marcus David, reforçou que pesquisa gera desenvolvimento. “Não é cortando investimentos estratégicos que vão possibilitar a retomada e a recuperação do Estado”, criticou. Para ele, o desenvolvimento científico e tecnológico é essencial na solução da crise financeira e fiscal de Minas.

O presidente interino da Fapemig, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, completou: “Que tipo de desenvolvimento econômico vamos ter? Um desenvolvimento baseado em ciência e tecnologia ou continuaremos com a exportação de commodities?”.

A diretora-presidente da Associação Internacional de Competências Empresariais, Silvana Rizzioli, defendeu a pesquisa aplicada para que a indústria brasileira ganhe em competitividade. O deputado Coronel Sandro (PSL) endossou a ideia: “Pesquisa tem que dar resultado”.