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Os sinais de que seus filhos estão navegando por sites perigosos

19/03/2019

Crianças e jovens costumam demonstrar mudanças de comportamento que podem indicar algo de errado com os conteúdos que acessam

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A antiga preocupação dos pais, que faziam de tudo para os filhos evitarem as "más companhias", ganhou novos contornos com o mundo virtual. Para muita gente, é um sossego ter jovens que pouco saem de casa e ficam enfurnados em seus quartos, jogando videogame ou navegando na Internet.

Acontece que a violência que muitos imaginam estar evitando pode chegar exatamente pelas telas de computadores e celulares.   

Desafios mortais, como o da Baleia Azul e da Momo, são uma parte mais descarada dessa sordidez humana, que acha razoável incentivar suicídio de crianças e jovens.

O perigo, muitas vezes, está mais escondido, como a existência de fóruns extremistas que promovem discursos de ódio e, em última instância, incentivam massacres em escolas, como o que ocorreu em Suzano. 

Controlar os conteúdos que os filhos acessam é obrigação dos pais, mas é o olho no olho que faz a diferença. Estamos diante de uma geração que não sabe ouvir não, com pais que não sabem falar não. No livro 'Prepare as Crianças para o Mundo", de Ivan Capelatto, David Moisés e Angela Minatti, li uma dica pra vida: os pais precisam estar preparados para serem odiados. 

Sim, cada não que a gente fala vai gerar uma frustração, e um ódio. Logicamente, vai passar, no tempo em que durar a birra, a cara feia, a choradeira, o chilique. Mas os pais precisam aprender a suportar essa raiva, que é direcionada a eles. Tem de aguentar o tranco para poder manter o não, principalmente esse não cuidador. Esse não que protege a integridade física, a saúde e a sanidade dos filhos.  Esse não que muitos pais deixaram de dizer. E vale muito para o controle parental do consumo de conteúdos na Internet. Limitar o tempo, usar dispositivos de segurança e, sim, controlar com quem e onde eles vão na vida online. Igualzinho na vida real. 

 

O adolescente não está pronto para a vida. Muita gente acha que os jovens já tem dicernimento e capacidade de decisão, e largam mão da molecada. Cobram posturas adultas de uma garotada que está em formação. É nesse momento que eles mais precisam dos pais perto. É a momento de mostrar os caminhos, o que é certo ou errado, as consequências que terão se optarem por determinados caminhos. Adolescente ainda não está pronto. E precisa de orientação. 

Diálogo em vez de grito sempre funciona. Conhecer o jovem que você tem dentro de casa é fundamental. Perceber mudanças de comportamento podem evitar o pior. Normalmente, um adolescente ou uma criança que ficam vulneráveis aos tentáculos de grupos de ódio já demonstraram antes alguma alteração. Você conhece os amigos dos seus filhos? Sabe como ele se diverte? Tem noção se ele fica isolado ou já usou alguma substância ilícita? Tem certeza? 

Um filho com problemas não se materializa no meio da sala com 15, 16 anos. Ele está ali há 15, 16 anos. Preste atenção nas suas crianças.

R7