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Comissão visita Hospital do Ipsemg e constata crise financeira e administrativa

28/02/2018

O deputado estadual Carlos Pimenta, presidente da comissão de saúde da Assembleia Legislativa de Minas, comandou visita, seguida de reunião, ao Hospital Israel Pinheiro, conhecido como do Ipsemg, em Belo Horizonte, com o objetivo de discutir o atendimento precário aos funcionários públicos de Minas e seus dependentes. O hospital do Ipsemg passa por uma das piores crises financeiras e administrativa, com funcionários em greve. Também faltam insumos básicos para o atendimento, desde sabão e soro até medicamentos para quimioterapia. Outro dado que chamou a atenção dos deputados que realizaram a visita foi a fila de cerca de 7 mil pessoas que aguardam para fazer cirurgias. Entre as queixas, está a falta de profissionais como médicos anestesistas, imprescindíveis para a realização desses procedimentos. Após ouvir vários representantes dos servidores e também a gerente técnica do hospital, Diva Novy Barbosa Chaves, o deputado Carlos decidiu enviar ofício à direção do hospital, nos próximos dias, com pedido de esclarecimentos sobre diversas queixas dos servidores, que ficaram sem resposta após a visita. Após essa primeira visita, a Comissão de Saúde elegeu o Ipsemg como principal prioridade.“A partir de agora vamos fazer um apanhado de informações para que nós possamos ter um discurso mais consolidado entre o presidente do Ipsemg e o governo do Estado. Vamos mostrar a eles, que a situação está dramática não apenas em Belo Horizonte, mas em vários outros hospitais que atendem os usuários do Ipsemg, como Montes Claros, Uberlândia, Uberaba e Juiz de Fora”, completa Carlos Pimenta. Greve Em greve desde a última sexta feira, 23.02, por melhores salários e condições de trabalho, os trabalhadores do Ipsemg, cumprem escala mínima de 30% e estão em manifestação do lado de fora do hospital. Os servidores denunciam ainda superlotação no hospital, pacientes na fila de cirurgias eletivas e hospitais, clínicas e laboratórios credenciados suspendendo o atendimento por falta de pagamento do governo do estado. O Cartão de Medicamento, que concede descontos para o funcionalismo na compra de remédios em farmácias, está suspenso sem previsão de volta.